A paralisia cerebral e o tratamento com Botox

   

Melhor movimentação, maior controle muscular e menos dores. Esses são alguns dos resultados alcançados pelo tratamento com Botox em crianças com paralisia cerebral.

A notícia sobre os resultados do tratamento com Botox abre um manancial de possibilidades e esperanças de melhoria da qualidade de vida para uma enorme população de crianças, uma vez que, no Brasil, estima-se que surjam cerca de 26 mil novos casos de paralisia cerebral a cada ano.

Paralisia cerebral é o nome que se dá a um conjunto de problemas relacionados aos movimentos do corpo que sejam resultantes de lesões ocorridas no sistema nervoso central durante a infância (antes ou após o nascimento). Estatísticas do Departamento de Neurologia Infantil da Universidade de São Paulo (USP) apontam para uma incidência de sete casos a cada mil nascimentos, sem contar aí os casos adquiridos, como nas sequelas de doenças infecciosas ou traumatismos.

A criança com paralisia cerebral tem dificuldades para adquirir posturas, como firmar a cabeça e sentar-se sozinha, por exemplo. Normalmente, o quadro evolui para uma rigidez excessiva do músculo, a chamada espasticidade muscular. A dificuldade de relaxamento muscular, além de causar um quadro de dor e incômodo à criança, torna limitante a rotina diária e implica, a longo prazo, em prejuízos severos ao crescimento e desenvolvimento adequados.

Embora a paralisia cerebral não tenha cura, terapias combinadas têm resultado em ganhos significativos de qualidade de vida e avanços na reabilitação, com destaque para a importância da fisioterapia. Entretanto, os exercícios e as manobras muitas vezes são penosos para as crianças, devido ao quadro de rigidez e dor muscular. Nesse sentido, o tratamento com Botox vem atuar como grande potencializador de condições para que as demais terapias ganhem ritmos e formas mais satisfatórias.

Após um estudo detalhado do quadro do paciente e da extensão do seu problema, o especialista em tratamento com Botox – em geral um Neurologista Infantil com especialização nesta área - irá traçar uma proposta terapêutica para essa criança. Assim, o número, a frequência e o local de aplicações variam, de caso a caso.

No tratamento com Botox, a aplicação da toxina é feita através de injeções dadas diretamente nos músculos afetados, o que garante um efeito mais localizado e rápido, quando comparado com o uso de medicamentos orais.

A toxina botulínica é uma substância produzida por uma bactéria chamada Clostridium botulinum, purificada em laboratório. Ela age bloqueando a passagem do impulso nervoso para o músculo e, por isso, leva ao relaxamento muscular.

O tratamento com Botox, portanto, não só é altamente benéfico para um efeito de curto prazo de alívio e bem-estar para a criança, como também prepara o terreno para que as manobras de fisioterapia sejam feitas com mais tranquilidade, visando resultados de médio e longo prazo, auxiliando no desenvolvimento daquele indivíduo.

Ao falarmos de tratamento com Botox, estamos falando, consequentemente, tanto de um ganho imediato de qualidade de vida, quanto da abertura de grandes perspectivas de desenvolvimento para as próximas etapas da vida dessa criança.


Diversas patologias, em crianças e adultos, podem acarretar lesões no sistema nervoso central e resultar na perda de controle e força muscular, pois os impulsos nervosos passam a ser emitidos de forma ineficiente ou descontrolada do cérebro para os músculos.

O uso da toxina botulínica: aplicada diretamente no músculo prejudicado, essa substância é capaz de bloquear a passagem do impulso nervoso para o músculo afetado, levando a um “relaxamento”.

Com o "relaxamento muscular" alcançado pela toxina botulínica, o paciente experimenta uma melhora na amplitude dos movimentos.



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